“Pediatria Radical” é uma comunidade voltada para mães, pais e cuidadores, feita pela troca de experiência de uns com os outros e de todos com as moderadoras, num “ambiente facilitador”, que resulta em aprendizado mútuo e dinâmico.

Mother and her son in the garden, Berthe Morisot (1841-1895)

Water Baby – Herbert James Draper (1863-1920)

Quem Somos

Uma comunidade assim envolve o conceito de cuidar, que é um ou o aspecto mais importante do CURAR, em que se estabelece uma democracia participativa. Esse talvez seja um dos novos modelos da prática pediátrica: o de “cuidar-curar”, como extensão do conceito de “segurar” (o holding e o handling de Winnicott).

“Pediatria Radical” é uma comunidade voltada para mães, pais e cuidadores, feita pela troca de experiência de uns com os outros e de todos com as moderadoras, num “ambiente facilitador”, que resulta em aprendizado mútuo e dinâmico.

Aliás, a criança é o pretexto da pediatria – seus sintomas ou as fantasias que a mãe tece sobre seu desenvolvimento são a carta de apresentação daquilo que a família espera para “aquela” criança, “naquele” lar. Todo sintoma é um pedido de ajuda.

Maternagem, que é o cuidar amorosamente da criança, é exercida o tempo todo pela Mãe, com o aleitamento, o olhar, o colo, a procura incessante do melhor para “seu” filho.

Por que a PR é “Radical”?

O nome é provocativo e refere-se à raiz de todo ser, que é a natureza. É ela que determina o crescimento e provê alimentos para a espécie. Ou seja, tudo provém da natureza. Radical também no sentido de se ramificar feito um rizoma, que não estabelece hierarquias, mas se difunde no todo, de modo que haja links entre os participantes. Procuro despertar nas mães esse olhar para a natureza, de onde brotam sinais e mensagens contínuas sobre o que se deve fazer com a criança: brincar ao ar livre, tomar sol, mexer com terra, areia e água, que são os brinquedos que jamais cansam. A natureza também nos oferece lições de simplicidade, para que evitemos complicar as coisas simples. Ou seja, tentamos acolher e desdramatizar a relação mãe/pai/criança, pois há uma vocação geral para amplificar a gravidade de coisas banais. Procuramos, então, reforçar a ideia de buscar os ensinamentos da natureza, a qual nos oferece os melhores alimentos, a começar pelo LM; a melhor vitamina, que vem da ação do sol; e a alegria de conviver e partilhar. Ou seja, coisas do senso comum e que melhoram a vida e a saúde.